Quem somos e porque apostamos na aprendizagem com jogos
Uma equipa que também já corrigiu pilhas de testes e sabe o que pesa no dia a dia das escolas
A plataforma que construímos parte dessa tensão histórica entre métodos tradicionais e as possibilidades atuais da tecnologia lúdica. Não prometemos resolver todos os problemas da escola, mas queremos tornar mais fácil transformar exercícios em desafios jogáveis que respeitam o currículo, dão dados úteis ao professor e fazem com que os alunos sintam que aprender é algo vivo, concreto e até divertido.
Transformamos objetivos curriculares em missões jogáveis que fazem sentido para alunos habituados a experiências digitais ricas
Damos aos professores painéis claros para verem progressos sem passarem horas a corrigir manualmente tarefas
Desenhamos desafios acessíveis, com diferentes níveis e apoios, para turmas heterogéneas e ritmos variados
Equilibramos diversão e rigor pedagógico para que o jogo nunca substitua o pensamento profundo, apenas o torne mais provável
Trabalhamos lado a lado com escolas para adaptar a plataforma ao contexto real da sala de aula portuguesa
Da frustração com fichas à alegria dos desafios jogáveis
Criada por professores cansados de ver alunos desligados
Como chegámos até aqui com a nossa plataforma de aprendizagem com jogos
Os valores que sustentam a nossa forma de trabalhar
Os princípios que orientam cada decisão de design da nossa plataforma de aprendizagem com jogos e cada parceria com escolas portuguesas
Foco nos alunos
Colocamos a experiência dos alunos no centro, não como consumidores de tecnologia, mas como participantes ativos num processo de descoberta. Valorizamos desafios que pedem reflexão, tentativa e erro consciente e momentos de partilha, em vez de cliques rápidos sem significado. Isso implica aceitar que nem todos os alunos vão reagir da mesma forma e que o entusiasmo inicial pode variar, pelo que pensamos sempre em percursos de aproximação gradual.
Respeito pelo professor
Reconhecemos que o tempo e a energia dos professores são recursos preciosos. Cada decisão de design procura reduzir tarefas repetitivas, evitar configurações confusas e oferecer sugestões práticas de utilização. Sabemos que nenhuma plataforma elimina o trabalho de preparação, mas podemos torná-lo mais leve, mais claro e mais conectado com o que realmente acontece em sala, sem impor modelos rígidos.
Clareza pedagógica
Antes de desenharmos qualquer mecânica de jogo, clarificamos que objetivo de aprendizagem queremos apoiar e como o aluno o poderá demonstrar. Essa disciplina ajuda-nos a evitar atividades vistosas mas vazias. Mantemos sempre a ligação explícita entre cada missão jogável e descritores curriculares, permitindo que o professor saiba exatamente que tipo de pensamento está a ser trabalhado.
Diversidade e inclusão
Sabemos que turmas portuguesas são diversas em ritmos, línguas, contextos socioeconómicos e necessidades específicas. Por isso, concebemos funcionalidades que permitem ajustar dificuldade, dar pistas graduais e oferecer diferentes formas de participação. Não prometemos inclusão perfeita, mas trabalhamos para que o maior número possível de alunos encontre um ponto de entrada significativo na experiência jogável.
Privacidade responsável
Tratamos dados de alunos e professores com seriedade. Limitamos recolhas ao necessário para funcionamento e melhoria da plataforma, explicamos de forma clara o que é registado e para que serve e oferecemos mecanismos para revisão e eliminação de informação quando aplicável. Sabemos que confiança se constrói com práticas consistentes, não apenas com declarações, por isso mantemos políticas atualizadas e acessíveis.
Transparência e humildade
Trabalhamos com uma consciência clara de que nenhuma tecnologia resolve sozinha os desafios estruturais da escola. Por isso, comunicamos limites, partilhamos o que ainda estamos a aprender e encorajamos um uso crítico da plataforma. Queremos ser parceiros honestos das comunidades educativas, prontos a ajustar caminhos, ouvir preocupações e aceitar que resultados podem variar entre contextos e ao longo do tempo.
As pessoas por trás da plataforma e das missões jogáveis
Marta Silva fundadora e diretora pedagógica
Fundadora e diretora pedagógica da plataforma
Comecei como professora do 1.º ciclo numa escola de bairro onde cada aluno trazia um mundo diferente para a sala. Anos depois, ao liderar projetos de inovação, percebi que muitos recursos digitais ignoravam essa diversidade. Na plataforma, garanto que cada funcionalidade nasce de perguntas pedagógicas reais e não apenas de tendências tecnológicas. Continuo a testar atividades com turmas sempre que possível, para manter a bússola apontada à sala de aula.
Áreas de especialização principais
Tiago Rocha cofundador e designer de jogo
Cofundador e responsável pelo design de jogo
Vim do mundo do desenvolvimento de jogos, onde o objetivo era prender a atenção durante horas. Quando entrei em contacto com escolas, percebi que essa mesma capacidade podia ser usada com outra intenção: criar desafios que pedem reflexão e colaboração. No projeto, lidero a tradução de objetivos de aprendizagem em mecânicas jogáveis simples, evitando tanto o excesso de estímulos como a sensação de ficha disfarçada de jogo.
Competências ligadas ao design
João Pereira responsável de tecnologia
Diretor de tecnologia e operações
Passei vários anos a apoiar escolas na implementação de plataformas digitais e sei o quanto a infraestrutura e o suporte contam para o sucesso. No projeto, foco-me em garantir que a experiência técnica é estável em dispositivos variados e que as equipas escolares têm apoio claro desde o primeiro dia. Também acompanho feedback de utilizadores para orientar melhorias contínuas, sem prometer aquilo que a tecnologia não consegue oferecer.
Experiência técnica e operacional
Sofia Andrade responsável de parcerias escolares
Responsável por parcerias e implementação
Trabalhei com escolas e municípios na dinamização de clubes de programação e de jogos de tabuleiro, sempre com um pé na sala de aula e outro na comunidade. Na plataforma, sou a ponte com professores e direções: organizo sessões de escuta, piloto unidades jogáveis e apoio equipas na integração com práticas já existentes. Sei que nenhuma ferramenta resulta sem apropriação local, por isso o meu foco é construir relações de confiança e ajustar o que for preciso.
Ligação às escolas e acompanhamento
$ Equidade através de percursos flexíveis e acessíveis a todos:
O que ouvimos O que diretores, professores e parceiros dizem sobre a nossa abordagem à aprendizagem com jogos
Se estamos a considerar usar mais jogos na sala de aula é porque já vimos muitas modas digitais passar sem resolver o essencial. Por isso convidámos conselheiros pedagógicos, diretores e professores experientes para desafiarem as nossas ideias e apontarem onde a plataforma acrescenta valor real e onde precisa de ser usada com cuidado. As frases abaixo refletem esse diálogo honesto, feito de entusiasmo, dúvidas e ajustes contínuos.
- Quando começámos a experimentar a plataforma, o nosso receio era que se tornasse apenas mais um ecrã na vida dos alunos. O que sentimos, no entanto, foi que os desafios jogáveis nos ajudaram a transformar fichas repetitivas em momentos de discussão estratégica. Nem todas as turmas reagiram da mesma forma, e houve sessões que correram menos bem, mas percebemos que, com preparação, o jogo pode ser um aliado forte do trabalho de grupo.
- Ao longo dos anos vimos muitas propostas digitais brilharem numa apresentação e falharem no contexto real da escola. O que apreciamos aqui é a atenção ao lado menos visível: tempos de transição, gestão de contas, acesso em dispositivos antigos. A plataforma não resolve todos os constrangimentos, mas foi desenhada com a realidade das nossas salas portuguesas em mente, e isso faz diferença no dia a dia.
- Usamos a aprendizagem com jogos como porta de entrada para alunos que já vinham marcados por insucessos anteriores. Os desafios não apagam dificuldades profundas, e é importante dizê-lo, mas criam pequenas vitórias que nos ajudam a reconstruir confiança. Gosto especialmente de poder acompanhar as tentativas e estratégias usadas, em vez de ver apenas uma nota final sem história.
- Durante as formações, o que mais ouvimos dos professores é a fadiga de aprender plataformas novas todos os anos. Aqui, o facto de as mecânicas de jogo se repetirem com conteúdos diferentes reduz esse peso. Ainda assim, é preciso tempo para experimentar, falhar, adaptar. A equipa assume esses limites e não vende a ilusão de mudança instantânea, o que torna a parceria mais sustentável.
- Do ponto de vista emocional, o uso de jogos em contexto de sala traz ganhos e riscos. A plataforma oferece opções para reduzir competição excessiva e focar em objetivos pessoais, o que consideramos positivo. Continuamos atentos a alunos mais ansiosos ou sensíveis a comparações, mas apreciamos a possibilidade de configurar o ambiente para privilegiar cooperação em vez de ranking constante.
- Sempre olhei para propostas lúdicas com alguma desconfiança, com medo de perder tempo letivo. Com esta plataforma, o que me convenceu foi a clareza na ligação entre cada desafio e os objetivos da aula. Ainda tenho momentos em que prefiro o quadro e o caderno, e isso é saudável, mas sei que, quando quero trabalhar automatismos ou análise de erros em tempo real, os jogos são uma ferramenta sólida no meu conjunto de opções.